6 de novembro de 2026

Prefeitura promove diálogo sobre feminicídio e violência de gênero com estudantes de Direito

Encontro no Memorial da Mulher reforçou a importância da conscientização e da atuação na defesa dos direitos das mulheres

A Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, participou de um momento organizado por alunas do 4° período de direito da Uninassau para um bate-papo sobre feminicídio e violência de gênero. A ação aconteceu em pleno Memorial da Mulher, um espaço de resistência que representa a história e a memória da mulher arapiraquense.

O encontro contou com a presença da secretária Paula Tainá, que conduziu o diálogo com as estudantes, ao lado da estudante Fabrícia Vieira, abordando diferentes formas de violência de gênero e os desafios encontrados no enfrentamento à violência. O bate-papo também promoveu uma reflexão sobre o papel dos profissionais do Direito na defesa dos direitos das mulheres.

“É muito importante trazer esse debate para dentro das universidades, especialmente com estudantes de Direito, que atuarão diretamente na garantia de direitos. O feminicídio é uma realidade que precisa ser enfrentada todos os dias, e a informação, a conscientização e o compromisso de cada profissional são fundamentais nessa luta”, destacou a secretária.

A discussão ganhou mais significado diante do julgamento de Anderson Gonçalves, condenado nesta semana a 67 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio de Cícera Laura da Silva. A secretária Paula Tainá também acompanhou o julgamento, reforçando a importância de dar visibilidade aos casos de violência contra a mulher e de cobrar justiça para as vítimas.

Além disso, o Memorial da Mulher está localizado em um espaço que carrega justamente essa memória: a praça acima do prédio leva o nome de Cícera Laura, transformando o local em um símbolo de lembrança, resistência e luta pelo enfrentamento à violência contra a mulher.

A escolha do Memorial da Mulher como cenário para o encontro também reforça o significado da atividade, utilizando um espaço que preserva a história de mulheres que marcaram Arapiraca e representa um chamado coletivo à conscientização, à valorização da vida e ao enfrentamento de todas as formas de violência.

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