12 de maio de 2026

Arapiraca realiza capacitação para ampliar inserção do Implanon na Rede Municipal de Saúde

Município está capacitando 40 profissionais, entre médicos e enfermeiros, da Atenção Primária

Foto: Willyanne Beatryz – SMS Arapiraca

O município de Arapiraca deu um grande passo em direção a uma rede de saúde mais completa com chegada do Implanon no SUS, no final de março. Agora, por meio de uma parceria entre Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Ministério da Saúde (MS), a Prefeitura está capacitando 40 profissionais da Atenção Primária, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a implantação do novo método contraceptivo.

A capacitação multiprofissional é focada na qualificação do serviço quanto a todos os métodos contraceptivos ofertados pelo SUS, mas o grande foco é a inserção revisão e retirada do implante subdérmico de etonogestrel (Implanon). Este é considerado um método contraceptivo reversível de longa duração, moderno e totalmente seguro, que previne a gravidez por até 3 anos, sem necessidade de intervenções durante este período e com rápida reversão após a retirada.

Os profissionais da rede municipal já haviam passado por uma capacitação junto à Secretaria de Estado da Saúde, mas a gestão municipal resolveu expandir a qualificação para mais profissionais, criando um novo curso com o objetivo de ampliar a oferta do serviço em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A coordenadora municipal de Saúde da Mulher, Layza Oliveira, explica que o curso foi desenvolvido pela SMS, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a empresa Organon, e tem duração de três dias, contemplando duas turmas de 20 profissionais. O conteúdo envolve atividades teóricas e teórico-práticas, incluindo treinamento em modelo anatômico e prática supervisionada no local de trabalho de cada profissional.

Avanço importante

Implantando no final de março na rede pública arapiraquense, o Implanon chegou como uma nova opção de método contraceptivo reversível de longa duração, denominado de LARC (sigla em inglês para Long-Acting Reversible Contraception). Anteriormente, o único LARC oferecido pelo SUS era o DIU de cobre, outra opção que também não depende do uso contínuo ou correto por parte de quem está utilizando.

Além de garantir liberdade de escolha e respeito ao direito reprodutivo da mulher, a novidade também amplia o acesso de todas as arapiraquenses a um dispositivo caro, que pode chegar a custar quase R$ 4 mil.

Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno, implante subdérmico (Implanon), DIU de cobre, pílula do Dia D, anticoncepcional oral combinado, pílula oral de progestagênio, injetáveis hormonais mensal e trimestral, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Dentre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

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